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Quem pega o metrô de Londres tem acesso gratuito a três jornaizinhos diários: o Metro (que é publicado em vários países), o London Paper e o Lite. O primeiro é um Notícias Populares, se expremer sai sangue. Os dois últimos concorrem pra ver qual consegue colocar as fotos mais bizarras das celebridades em seus bafões na noite londrina, com direito a bebedeira, tombos, aparições de calcinhas (ou a ausência delas), novos affairs, entre outros. Eu sidivirto a lot.

Mas a artista que eu mais vi estampada na capa dos jornais daqui, sem dúvida alguma, foi a Amy. E a overdose (sem trocadalhos) da aparição da moça se estende à imprensa brasileira com algumas horas de atraso, quando o que era notícia no jornalzinho daqui no fim da tarde vira manchete do Ego, Quem, Uol e outras publicações com suas editorias das celeb’s.

Fazendo um balanço do que eu li, concluo que definitivamente não é legal acompanhar TÃO de perto a vida de um artista. Atire a primeira pedra quem não curte uma fofoquinha (ADOURO), mas pra mim já passou da conta. Nos últimos meses, os jornais noticiaram que ela usou todas as drogas que existem no planeta, bateu em fã, paparazzi e até no próprio segurança, conversou com filhotes de rato (cena bizonha), fugiu de casa, foi internada com enfisema pulmonar e saiu do hospital fumando umas dez vezes…enfim, taaanta exposição…pra quê?

Teve uma que também me chamou bastante atenção. Foi quando ela divulgou um vídeo zoando negros, paquistaneses, orientais e japoneses, fazendo paródia com uma música infantil. Fez isso pra atacar os milhares de imigrantes que vivem em Londres (oi? engordo as estatísticas?). Tudo bem, ela pediu desculpas depois, e, até eu, que não sou daqui me irrito com essa invasão…mas peraí, né?

Mas o cúmulo pra mim é quando eles publicam aquela foto com close na napa da coitada contendo “substância-branca-duvidosa”. Ah, façameofavor, né! Não foi uma vez que eu vi isso, foram inúmeras. Quer coisa mais deprê do que acompanhar, diariamente, as novidades quentíssimas de um depende químico?

Só ressaltando: eu adoro a Amy. Mas pra mim ela já virou um caso de segurança pública. Porque assim, ok achar uma artista sensacional. Mas acompanhar ela batendo em pessoas, incitando o preconceito racial ou conversando com filhotes de ratos, definitavamente não é da minha conta. Eu tenho medo do que este tipo de fenômeno pode causar.

Fora o desrespeito com o ser humano, por trás da artista, em recuperação. É nítido que a mídia esqueceu o que é bom senso faz tempo. E isso é tanto no Brasil, com os casos Isabela da vida, como na Inglaterra, com os rehabs.

Acima de tudo, acredito na recuperação da Amy! Talvez seja muito polianismo (polianismo: termo cunhado por mim mesma para descrever o altíssimo nível de otimismo que eu tenho com, irritantemente, quase tudo) da minha parte, mas acho que se ela saísse dessa poderia tentar ser uma resposta a tantos ídolos que só se tornaram mitos depois da overdose fatal.

Essa semana ela deu uma sumidinha da mídia e eu até senti falta, rs. Prefiro acreditar que ela está do lado do super-papy se recuperando. E já que eu trombei com ela estes dias, resolvi mandar umas verdades:

Amy, sua fanfarrona, não morre não, pôooorra! Esquece o Blake que agora é hora do…cafunéeee!

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